sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MAROLINHA


O mercado é realmente imprevisível. Pior ainda, está de mau humor. As cotações das bolsas, ontem, foram desastrosas. Baixas significativas ao redor do mundo, em todos os continentes, abaixo dos 5%, na média. O índice Bovespa, para não ficar atrás, fechou em baixa por três dias consecutivos. Neste momento, opera em alta, mas fecha a semana no vermelho.
Depois da certeza de que os grandes bancos não vão mais quebrar, por conta dos calotes de subprimes e derivativos, o mercado agora move-se de acordo com os humores da recessão. A notícia de que a taxa de desemprego nos EUA chegou a 6,5% - a maior desde 1994 - pulverizou os ganhos da semana passada. O barril do petróleo, que chegou a meros US$ 60,16, experimenta novas altas, nos mercados de Londres e Nova York.
Enquanto isso... o COPOM sinaliza com a possibilidade de novo aumento de juros (sim, aumento!), pelo temor de mais inflação. Ninguém diz, mas a culpa pela inflação é do presidente Lula, que insiste em dizer que a crise é uma "marolinha", e que o povo deve consumir mais. Comprar apartamentos, carros, eletrodomésticos, sutiãs... O próprio presidente já foi às compras. Não tem nenhum partido político disponível nas prateleiras dos mercados. Acabou tudo!

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